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DST


DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) antigamente conhecidas como doenças venéreas, são doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não exclusivamente) pelo contato sexual. O uso do preservativo (camisinha) é considerado a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir a disseminação das DST’s.
Vários tipos de agentes infecciosos estão envolvidos na contaminação por DST como
vírus, bactérias, fungos e parasitas.

DST’s mais comuns:

Sífilis
O agente causador é a bactéria Treponema pallidum que se transmite por via sexual ou da mãe para o feto, durante a gestação. Cerca de vinte dias após a contaminação surge uma lesão de consistência dura e pouco dolorosa (Cancro Duro) nos órgãos genitais.Cerca de seis a oito semanas após o cancro duro aparecem lesões escamosas na pele e nas mucosas, assim como lesões nas palmas das mãos e nas plantas dos pés que são fortes indicativos de sífilis secundária. Outros sintomas são dores no corpo, febres, dores de cabeça e indisposição. No terceiro estágio, o sistema nervoso pode ser afetado causando problemas mentais, dificuldade de coordenação motora e cegueira. A prevenção consiste em evitar contato íntimo com pessoas infectadas, principalmente relações sexuais. O tratamento é feito com antibióticos específicos para cada estágio da doença. 
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Sífilis 1ª Fase                                                             Sífilis 2ª Fase

Cancro Mole
            O agente causador é a bactéria Hemophilus ducreyi que se adquire por contato sexual com parceiros contaminados. Após um período de incubação de três a cinco dias, que podem se estender por duas semanas, lesões geralmente dolorosas aparecem, nos órgãos genitais. A prevenção consiste em evitar relações sexuais com pessoas portadoras e usar preservativo (camisinha). O tratamento é feito com antibióticos específicos.
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Candidíase
            O agente causador é o fungo Candida albicans. A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais freqüentes de infecção genital. Caracteriza-se por coceira, ardor, dor na relação sexual e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e virilha. Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual, em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção; diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos, obesidade, uso de roupas justas. O tratamento é feito com medicamentos locais e/ou sistêmicos.

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Vulvovaginite

Gonorréia
            É causado pela bactéria Neisseria Gonorrhoeae, que se transmite através de relações sexuais ou da mãe para o recém nascido durante o parto. O diagnóstico nos homens é mais fácil, pois a doença produz ardor ao urinar e eliminação de uma secreção uretral amarelada. Nas mulheres os sintomas são pouco evidentes o que dificulta o tratamento com evolução para DIP (Doença Inflamatória Pélvica) que compromete as tubas uterinas e pode causar esterilidade. Mulheres grávidas infectadas podem contaminar os recém nascidos nos quais a infecção pode levar à cegueira. A prevenção consiste em evitar relações sexuais com pessoas portadoras, e usar preservativo (camisinha). O tratamento é feito com antibióticos específicos.
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Oftalmia Gonocócica                                                Uretrite Gonocócica

 

 

 

Herpes Simples Genital
            É causado pelo vírus Herpes Simplex tipo 2. As lesões aparecem após um período de incubação de uma semana ou menos, e causam a sensação de uma queimadura. A micção é dolorosa e caminhar é desconfortável. O DNA viral permanece em estado latente no gânglio sacral próximo à base da espinha. As recorrências são desencadeadas por diversos fatores, como estresse emocional, menstruação e febre. A infecção ocorre em geral na relação sexual com o portador durante as recorrências da infecção. As ulcerações na pele secretam um fluido contagioso, o uso de camisinha nessa fase da infecção oferece pouca proteção, pois, na mulher, as lesões ocorrem geralmente na genitália externa, e nos homens, na base do pênis. Pomadas contendo inibidores da síntese de DNA viral podem aliviar os sintomas.
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Hepatite B
            É causada pelo vírus de DNA Hepadnavirus.  Os sinais clínicos da infecção variam muito, mas cerca de metades dos casos são assintomáticos. Os sintomas quando ocorrem são perda de apetite, febre baixa, e dores nas juntas; posteriormente pode ocorrer icterícia. O vírus pode causar hepatite crônica e câncer de fígado. A transmissão dá-se por transfusão de sangue, contato com fluidos corporais contaminados (saliva, leite e sêmen), e por relação sexual com portador do vírus. Não há tratamento, mas como prevenção pode-se utilizar uma vacina produzida por engenharia genética. Dentre as medidas preventivas, destacam-se o uso de preservativo (camisinha) nas relações sexuais o não compartilhamento de objetos como lâminas de barbear, escovas de dente, e seringas, a não utilização de agulhas de tatuagens e de equipamentos de piercing não devidamente esterilizados, a utilização de sangue devidamente testado para transfusões.

Hepatite C
            É causada pelo vírus de RNA Hepatites C. Os sintomas são leves ou subclínicos, 50% dos casos, porém evoluem para Hepatite Crônica. A transmissão dá-se por transfusão de sangue contaminado, durante relações sexuais, da mãe contaminada para o feto por meio de hemorragias placentárias, muitos casos crônicos respondem ao tratamento com Interferom Alfa, mas são freqüentes as recaídas.

HPV /Condiloma Acuminado (Crista de Galo ou Verruga Genital).
            É causada pelo vírus Papillomavirus, também conhecido como HPV. O vírus infecta células dos órgãos genitais provocando lesões papilares (verrugas) na glande, prepúcio e meato uretral no homem, e na vulva, períneo, vagina, e colo do útero na mulher. A lesão pode ser muito pequena, de difícil visualização a olho nu. Na maioria das vezes a infecção é assintomática. Pode levar ao desenvolvimento de câncer no colo do útero, na vulva e mais raramente no pênis e anus. Adquire-se o vírus por contato sexual intimo vaginal, anal e oral, mesmo não ocorrendo penetração vaginal ou anal, o vírus pode ser transmitido. Eventualmente uma criança pode ser infectada pela mãe doente durante o parto. Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias que não a sexual: banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas intimas. Não há tratamento que elimine o vírus. As verrugas ou condilomas são removidas cirurgicamente. Deve-se evitar contato íntimo principalmente sexual com pessoas portadoras do vírus.
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AIDS
            AIDS é a sigla da expressão inglesa que significa síndrome da imunodeficiência adquirida. É causada por um grupo de vírus, chamados HIV, que invadem certas células; os linfócitos T auxiliadores, também chamadas células CD4; responsáveis pelas defesas do organismo contra as doenças.
O HIV multiplica-se dentro destas células e acaba por comprometer a atividade do sistema imunológico da pessoa. O organismo do aidético fica incapaz de se defender contra infecções, como a pneumonia, a meningite, as infecções intestinais e alguns tipos de câncer. Cada vez mais fraco, o doente acaba morrendo de uma dessas doenças que seu corpo não consegue combater, tais doenças são chamadas doenças oportunistas.
A AIDS pode ser transmitida por contato sexual; compartilhamento de seringas; transfusões de sangue e até mesmo por alicates de manicura que podem transmitir o vírus, se o instrumento foi usado em pessoa contaminada. O vírus pode ser transmitido também da mãe para o filho durante a gravidez, no momento do parto ou durante a amamentação.
Na transmissão sexual se recomenda sexo seguro: relação monogâmica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de camisinha. Na transmissão pelo sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue, uso de seringas descartáveis, exigir esterilização dos instrumentos de manicura e pedicura, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados.
O tratamento da doença é feito atualmente com coquetéis antivirais, drogas que inibem a reprodução dos vírus. Apesar de não curar a AIDS os coquetéis são os principais responsáveis pelo declínio no número de mortes em decorrência da doença, e melhora na qualidade de vida dos portadores do HIV.
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Sarcoma de Kaposi (exemplo de doença oportunista)

Linfogranuloma Venéreo
            O agente causador é a bactéria Chlamydia trachomatis.O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração ou como uma pápula. Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e freqüentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas. Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.Surgem também complicações como elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica.O modo de transmissão é sexual.O tratamento é feito através de antibióticos, aspiração do bubão inguinal e tratamento das fístulas.
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Bubão Inguinal                                                          Elefantíase da bolsa escrotal

Infecção por Trichomonas
            A Tricomoníase é causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Sua transmissão dá-se por relação sexual. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada, podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.
É uma das principais causas de vaginite ou vulvovaginite da mulher adulta podendo porém, cursar com pouca ou nenhuma manifestação clínica. Quando presente, manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor característico. Não é incomum também ocorrer irritação na região genital bem como coceira. A prevenção é feita usando preservativo (camisinha) e o tratamento é realizado com medicamentos locais ou por via oral.

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(Trichomonas vaginalis)                                                       Corrimento vaginal

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